GASTRONOMIA DE PORTUGAL

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Não é pecado, é mesmo prazer de lampreia!

Longe vão os tempos em que comer lampreia era pecado. Agora há quem suspire pelo Inverno e pelo tempo do “bicho feio” que não é carne nem é peixe. Não o quer provar à moda do Baixo Mondego?

É o tempo do bicho feio.
Parecido com a enguia… mas sem maxilas.
Isso mesmo: A lampreia!

Como diz o povo: lampreia não é peixe nem é carne, ou se adora ou se odeia.

Aqui não há meio termo. Ou se odeia ou… se gosta com paixão!
Os amantes da dita fazem quilómetros só para a poderem degustar.

É talvez o produto gastronómico capaz de motivar as deslocações mais longas na sua esteira. O tempo de lampreia é época de quase excursões até as margens de rio onde ela habita e é pescada. E onde se acoitam os santuários gastronómicos que a celebram.

Podíamos aqui falar da lampreia do Rio Minho ou do Baixo Mondego. Mas seria injustiça esquecer, por exemplo, a da Ria de Aveiro, a do Tejo e a de todos os outros rios onde neste tempo os pescadores lançam redes para a capturar.

Em tempos recuados do cristianismo, houve quem considerasse que comer lampreia era pecado. Hoje rimo-nos de tal coisa e ficamos com água na boca quando pensamos nela. Seja qual for a forma de a confeccionar.

E se há quem a prefira à bordalesa, nós não dispensamos o Arroz de Lampreia de Montemor-o-Velho. já era conhecido na Idade Média. Usa o arroz carolino produzido nos arrozais do Baixo Mondego.

Fica aí a receita. Para experimentar!

►Arroz de Lampreia (Baixo Mondego, Montemor-o-Velho)

► Ingredientes:
• Lampreia • Cebola • Arroz carolino • Azeite • Salsa a gosto • Alho • Vinho • Cravinho q.b. • Louro • Malagueta ou pimenta moída a gosto • Colorau doce • Sal •

► Preparação:
• Limpam se e amanham se muito bem as lampreias. Aproveitando o sangue, ao qual se adiciona um pouco de vinho.
• Cortam-se as lampreias às postas e colocam se a marinar em vinho com o sal, o louro, os alhos, a salsa fresca e as especiarias, durante 24 horas.
• Faz se um refogado de cebola e azeite, junta se um pouco de colorau e, de seguida, a lampreia, mexendo-a suavemente.
• Adiciona se a calda da marinada e deixa se cozer cerca de 25 minutos.
• Quando estiverem prontas, retiram se do lume.
• Retiram se as postas da lampreia para uma caçoila de barro.
• Adiciona se o arroz e deixa se cozer cerca de 15 minutos.
• Verificam se temperos e estando o arroz pardo, adiciona se um pouco de vinagre e desliga se o lume.
• Serve se a lampreia separada do arroz.

► Diz o povo: “lampreia não é peixe nem é carne, ou se adora ou se odeia”
• O Arroz de Lampreia de Montemor-o-Velho já era conhecido na Idade Média. Usa o arroz carolino produzido nos arrozais do Baixo Mondego.

(Retirada de “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, disponível em http://bit.ly/1NlkqxU)

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