GASTRONOMIA DE PORTUGAL

Receitas, História e Eventos!

Doce dos anjos, mãos de freiras…

De nome já são “celestes”. Não precisavam de mais nada para acabar divinais. Segundo a lenda, a receita terá sido concebida pelos anjos do céu. Que a deram às freiras como doce recompensa pela sua fé.

Porque será que as freiras se dedicavam aos doces e os frades aos licores? Existem diversas teorias para explicar estas apetências e esmeros. Que, se calhar, vocês também conhecem… 

Deixemos-nos disso agora e fiquemos-nos pela vontade de saborear estes bolos. Ou até… de aprender a fazê-los.

Os Celestes nasceram no Convento de Santa Clara, em Santarém. Um convento fundado no ano de 1259 e ao qual andam ligados os nomes de D. Afonso III e sua filha, Leonor Afonso.
Segundo a lenda, a receita deste doce terá surgido concebida pelos anjos do céu, que a deram às monjas como recompensa pela sua fé.
Inicialmente foram comercializados em Santarém numa mercearia que já não existe. O proprietário, Ajax Augusto da Silva Rato de seu nome completo, ia buscá-los à roda do convento. À hora e dia previamente marcados…!

• Igreja De Santa Clara, Santarém | Fotografia: Vítor Simões

O segredo da sua confecção acabaria por saltar as paredes do convento. E através de noviças ou de postulantes, a receita deste doce foi divulgada. No entanto, a casa Ajax Rato continuou a ser o local onde os Escalabitanos os iam adquirir.
Hoje permanecem com uma das especialidades mais emblemáticas da gastronomia ribatejana.

E agora… Mãos à obra!
Fica aí a receita, para experimentarem…

Ingredientes (para 8 a 10 pessoas):
• 500 g de açúcar • 250 g de água • 450 g de miolo de amêndoa • 12 gemas • Folhas de obreia •

► Preparação:
• Põe-se o açúcar ao lume com a água, até estar em ponto de pérola.
• Nessa altura deita-se a amêndoa pelada e passada pela máquina. Volta ao lume até ferver um pouco.
• Deixa se arrefecer e juntam se as gemas, levemente batidas.
• Regressa ao lume, mexendo sempre, até se ver o fundo ao tacho.
• Depois de frio, formam se umas bolinhas do tamanho de uma noz, que se colocam sobre rodelas de obreia humedecida e picotada.
• Aperta se com os dedos, para formar uma caixinha.
• Levam se a forno forte durante alguns minutos, só para dourar.

(Retirada de “Receitas e Sabores dos Territórios Rurais”, editado pela Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, disponível em bit.ly/1NlkqxU)

Fonte: https://descobrirportugal.pt/

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