GASTRONOMIA DE PORTUGAL

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Que tendências alimentares seguem os portugueses?

As dietas da moda, vistas na televisão, livros e redes sociais têm muito que se lhe diga.

Nada como um plano alimentar individualizado a cada caso. Certamente que isto não é novidade para si, mas o certo é que ainda são muitos os que fazem por seguir uma ou outra dieta que se apresentam como ‘ideais’ – se não para todos, para um vasto grupo.

Contra esta generalização, surge mais um estudo que contraria esta noção. Foi avançado pelo Hospital St Thomas, que integra o King’s College London. Na apresentação do site desenvolvido propositadamente para o referido estudo londrino, lê-se que “estamos a passar por uma das maiores intervenções via estudos e investigações, a nível mundial, de forma a ajudar à definição dos melhores alimentos para perder peso, especificados a cada caso”. Ou seja, uma escolha baseada no microbiota intestinal, que é único a cada indivíduo.

Tal vasta investigação, desenvolvida por várias frentes, conta com especialistas de Harvard, Oxford, Stanford entre outros. Do cruzamento de dados, ficou mais que provado que não há dietas ou planos alimentares que sirvam a todos.

O mito da dieta

Hoje, o termo ‘dieta’ ganha uma nova conotação, no sentido em que se começa a perder a noção de que tal é uma solução milagre para a perda de peso. Ainda que sejam muitos os que seguem uma ou outra dieta, o termo ‘plano alimentar’ começa a ganhar destaque. Ora, tal plano deve ser definido por especialistas da área da nutrição, que tenham em conta o histórico genético, estilo de vida e objetivos de cada indivíduo. Este é um apoio que deve ser exigido por todos nós… embora não seja o que mais acontece.

É por isso que estudos como o que aqui se apresenta ainda são essenciais para refutar a ideia de dietas para todos.

Voltemos ao estudo londrino anteriormente referido. Foi recolhida uma amostra sanguínea de uma amostra de 1100 indivíduos americanos e ingleses antes e depois de comerem. A alimentação feita por toda a amostra foi idêntica, já nos resultados, não se encontrou sequer dois que fossem idênticos. De notar que 60% da amostra era composta por gémeos idênticos.

“Até nós ficamos surpreendidos com os resultados”

Ainda que não esperassem resultados idênticos a toda a amostra, os autores do estudo não contavam com uma disparidade tão grande. “Só porque uma dieta ou recomendação alimentar é apresentada, não significa que sirva a todos. Devemos personalizar as dietas e são ‘forçar a que todos calcem o mesmo tamanho de sapatos’”, refere o epidemiologista Tim Spector, um dos autores do estudo que metaforiza a situação.

“O melhor regime alimentar é aquele que funciona toda a vida”

Denise Mendes, nutricionista das farmácias Holon, falou com a Men’s Health sobre este mesmo estudo, com o qual concorda. Contudo, embora se “note um aumento no número de pessoas que ganha esta noção”, a de que não há dietas que funcionem com todos os indivíduos, “a maioria ainda chega ao consultório com a ideia de seguir a dieta da vizinha”.

Por parecer fácil ou porque viu os resultados positivos no outro, não são poucos os portugueses que optam pelo caminho que parece mais fácil – o da dieta milagre. Todavia, Denise Mendes garante que “o melhor regime alimentar é aquele que funciona para toda a vida”. Com foco num plano alimentar que não é momentâneo, mas para se seguir sempre, garante-se deixar de parte as oscilações de peso. Além disso, evita-se gastos desnecessários, já que muitas destas ‘dietas’ ou tendências contam com produtos que ajudam à perda de peso mas, claro está, não devem ser consumidos por toda a vida, aponta a nutricionista.

Solução? Visitar um nutricionista

Mesmo que a dieta cetogénica, baixa em hidratos ou a paleolítica funcione com o seu caso, deverá ser um especialista na área alimentar a dizê-lo. É que mesmo estas dietas devem servir apenas como base orientativa, adaptável a cada caso.

Numa consulta de nutrição, o especialista irá então “ajudar à reeducação alimentar, se possível a longo prazo, que se adeque ao estilo de vida da pessoas, ao orçamento – que se deve também considerar sempre – e ao histórico familiar, para confirmar se há colesterol alto, por exemplo”. Por tudo isto, continua Denise, é que “importa considerar um regime a longo prazo. Caso contrário, facilmente os parâmetros ficarão novamente alterados”, reconhece.

E nos casos de obesidade?

Também aí é essencial uma reeducação alimentar. “Estamos a falar de uma grande perda de peso que deve também considerar outros fatores”, aponta a especialista. Desta restruturação de hábitos alimentares, irá resultar um novo estilo de vida que certamente não ficará definido numa só consulta, mas sim num acompanhamento por um longo período.

Em suma, esqueça as dietas. A solução para o melhor plano alimentar está na sua individualização, definida com um nutricionista. Ainda assim, e a par de qualquer dieta ou tendência, Denise Mendes aponta seis pontos que são essenciais a qualquer um de nós. Percorra as imagens da galeria e saiba quais.

Fonte: https://menshealth.pt/

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